sábado, abril 24, 2010

Você sabe, em algum momento ... ela se torna frustrante. Do jeito que eu quero ter você e eu não posso. Então, talvez eu seja paranóico, mas para mim é assim ... Mesmo se eu não posso prendê-lo, eu posso te sentir. E eu nunca tive você, mas eu sinto tanto sua falta.E se eu pudesse te ter, por um dia, eu juro por Deus que eu faria o meu melhor para te fazer feliz. Eu quero construir uma escadaria para o paraíso, eu quero estar lá. Porque eu quero construir cada passo com você. Eu quero cada passo a ser uma memória, um sorriso ou uma gargalhada. A alcunha do nosso, uma piada que ninguém entende ... Quem sabe, um par de lágrimas, ou talvez muitos deles, talvez por más razões. Mas todas essas lágrimas que fazer grandes passos fortes, porque eles nos fez mais fortes. Então toda vez que eu deito na minha cama, eu sonho (ainda acordado) sobre você e eu, até que lentamente começam a desaparecer e, finalmente, adormecer. E quando eu faço, eu sonho com você de novo.Eu não posso esquecer você em tudo. Ele fica mais duro. Cada pequena coisa que você não fica preso dentro da minha mente e transforma as minhas noites sem dormir a coceira. A maneira como você sorri, você ri, você fala. Suas piadas, suas palavras, seus olhos. Seu toque, seus passos e suas expressões faciais pouco engraçado. Você não sabe o arquivo sobre você que eu tenho dentro da minha cabeça. Ou talvez o coração*mas eu sei que um dia você vai voltar a me amar , e se isso não acontecer eu espero te esquecer.
A vida é um retrato nu e cru. É um quadro que dá a sensação de que se tocarmos, sujamos o dedo com a tinta fresca. Mas muitas vezes essa tinta está tão seca e ressequida e, para além do quadro ficar velho e sem gosto, tornando-se até desagradável, surgem questões sobre os tons. Chega a ser confuso. E então começamos a desconhecer as formas, os traços. Uma linda paisagem pode-se tornar na pintura mais abstracta. Tudo aquilo que nos é familiar, pode deixar de o ser de um segundo para o outro, se olharmos bem de perto. Começamos a ver detalhes nos quais nunca havíamos reparado. Descobrimos umas falhas, aqui e ali, e mais cedo ou mais tarde o prego tem ferrugem e está meio solto. O quadro cai, batendo no chão e despedaçando a moldura. Mas há quadros com sorte. Há quadros que são restaurados e voltam a ser pendurados. E aparentemente, eu sou um quadro sem sorte. Então a minha parede permanece branca e é deixada ao acaso. É passando a mão por esta parede lisa, mas imperfeita e tão branca, tão fria, que percebo que para respirar, é preciso ter-te. Tu és a condição.
Tenho vontade de me sentar na rua a tocar guitarra e a cantar. Tenho vontade de andar à chuva sem ter frio. Quero escrever um livro. Quero que o meu coração acelere o ritmo, pelo menos mais uma vez. Quero chorar. Quero encostar-me à Jessyca. Quero abraçar a Minha mãe com força. Quero vêr o pôr-do-sol debaixo de uma árvore enorme, numa colina, a observar a paisagem verde. Quero passar a noite com amigos numa casa isolada de tudo e chorar a rir. Quero comer o que me apetece e provar coisas novas. Quero vestir coisas que nunca tive coragem de vestir. Quero andar descalça, porque nunca gostei muito de sapatos. Quero perder o medo da água. Quero tirar fotografias. Quero dizer a certas pessoas certas coisas que nunca disse. Quero orgulhar-me do que vivo. Quero acordar e sorrir. Quero dormir um dia inteiro. Quero deitar-me a ver o céu. Quero fazer um filme. Quero ser vegetariana. Quero viver a fazer música. Quero viajar. Quero viver.

sexta-feira, abril 23, 2010

Eu não preciso de te explicar e tu não precisas de dizer nada. Eu sabia, mesmo antes de tu me dizeres tudo. E tu imaginavas que eu sabia que tu sabias aquilo que agora ambos sabemos. Parece confuso, mas é tanto simples como complexo. É simples porque vem de dentro, é nosso e ninguém nos tira. É simples porque nós sabemos e mais ninguém precisa de saber. É complexo porque é difícil de descrever para quem está de fora.

    Sabes, de vez em quando, ainda me dás arrepios. Quando tocas com as tuas mãos no meu pescoço. Quando me beijas inesperadamente, muito devagar. Adoro ficar com cara de parva a fixar-me em todos os mais pequenos pontos que te pertencem e a saber que, no fundo, também são meus. Adoro quando ficamos a olhar um para o outro e tu impedes um sorriso de surgir nos teus lábios, mas, ainda assim, consigo lê-lo nos teus olhos. Não deixes que esta sensação nos fuja. Não agora.
A vida finta-nos constantemente, e há que saber reagir. Ontem quis morrer. Quis desesperadamente morrer. Hoje quero viver. Quero viver para ver os que me puseram naquele estado a sentir o mesmo que eu senti. Hoje quero viver para mim e não para os outros. Quero dar a volta por cima de cada vez que me sentir em baixo.
Descobri (aliás, já tinha descoberto, mas a ideia tem vindo a ser fundamentada) que a vida é extremamente irónica, que a palavra "amigo" é muito vaga e que por vezes encontramos esperança e apoio onde menos esperamos, em quem menos esperamos. Pessoas que julgávamos serem verdadeiros heróis da nossa vida ou verdadeiras razões para respirar, de repente tornam-se estranhos. Cidadãos com nome e rosto, mas completamente desconhecidos. As pessoas que outrora nos eram mais íntimas tornam-se então alheias às nossas vidas e deixamos de saber as mais ínfimas coisas sobre elas. Não lhes lemos os olhos da mesma maneira, não lhes falamos da mesma maneira.
De repente a vida mostra-nos as costas e descobrimos que nunca vimos o lado B da cassete. Por vezes esse lado até é melhor. Depois de toda a chuva, ficamos a saber o que é ficar molhado e distinguimos muito melhor quando vem o sol. Encontramos parecenças com pessoas de quem julgámos por momentos ser distintos e apercebemo-nos que se calhar é mesmo preciso cair, rastejar e esfolar os joelhos para que a pele se torne mais resistente. É preciso deslizar os dedos nas cordas inúmeras vezes até se ganhar calo.

terça-feira, abril 20, 2010

[Deveria ser eu]
Estão todos rindo na minha mente
Há rumores sobre esse outro cara se espalhando
Você faz que fazia quando estava comigo?
Ele a ama como eu amava?
Você se esqueceu de todos os planos que fez comigo?
Porque, amor, eu não esqueci

Deveria ser eu segurando a sua mão
Deveria ser eu fazendo você rir
Deveria ser eu, isso é tão triste
Deveria ser eu, deveria ser eu
Deveria ser eu sentindo o seu beijo
Deveria ser eu comprando presentes
Isso é tão errado, não posso seguir sem você crer
Que esse deveria ser eu
Deveria ser eu

Você disse que precisava dar um tempo dos meus erros
Engraçado como você usou esse tempo para me substituir
Você achou que eu não ia te ver saindo, indo para o cinema?
O que você está fazendo comigo, você está o levando para onde a gente ia
Agora, se você estiver tentando me magoar
Está funcionando, porque você sabe

Deveria ser eu segurando a sua mão
Deveria ser eu fazendo você rir
Deveria ser eu, isso é tão ruim
Deveria ser eu, deveria ser eu
Deveria ser eu sentindo o seu beijo
Deveria ser eu comprando presentes
Isso é tão errado, não posso seguir sem você crer
Que esse deveria ser eu

Eu deveria saber, devo lutar por amor ou deserto
Está ficando mais difícil me defender dessa dor no meu coração
(Meu coração)

Deveria ser eu segurando a sua mão
Deveria ser eu fazendo você rir
Deveria ser eu, isso é tão ruim
Deveria ser eu, deveria ser eu
Deveria ser eu sentindo o seu beijo
Deveria ser eu comprando presentes
Isso é tão errado, não posso seguir sem você crer
Deveria ser eu
Deveria ser eu (esse deveria ser eu)
Deveria ser eu
Deveria ser eu

segunda-feira, abril 19, 2010

Você me ensinou a ver na simplicidade as coisas mais importantes da vida,
você me abriu os olhos e hoje não sou mais a mesma pessoa,mas bem que eu
gostaria de ser;pois mesmo não sendo como eu era antes hoje não sou
tão feliz assim.
Você me ensinou a valorizar os momentos
Você me ensinou a te amar todo o tempo,você me ensinou a falar o que penso
você se tornou importante,mais também virou sofrimento pois não tenho
nossos momentos,não tenho seu amor,não tenho mais palavras,
não tenho simplicidade,apenas penso na sua lembrança ainda que mais que
me faz sofrer,você me ensinou a te amar
Mais hoje eu te peço!
Por favor me ensina a te esquecer...